Como tomar própolis para imunidade – Aprenda como!

Atualizado: 29 de out.

Nos últimos meses, como tomar própolis para imunidade foi um questionamento que ganhou destaque nas redes sociais.


No entanto, o seu uso para fins terapêuticos é milenar, visto que as civilizações antigas utilizavam a própolis por suas propriedades medicinais.


Os gregos, por exemplo, usavam para tratar abscessos. Os assírios, por sua vez, usavam a própolis para combater infecções e ajudar no processo de cura (4).


Atualmente, muitos estudos científicos verificam os benefícios do uso de própolis para fortalecer o sistema imune.


Neste artigo traremos pesquisas a respeito do tema e demonstraremos como tomar própolis visando fortalecer a imunidade.


Siga a leitura e saiba mais!



Própolis e imunidade: entenda a relação


O própolis é produzido pelas abelhas a partir da seiva das árvores e, combinado com a cera e a saliva das abelhas, resulta em uma substância marrom com a finalidade de revestir e proteger a colmeia.


Ele é um hormônio natural produzido pelas plantas formado por material resinoso e balsâmico, encontrado em ramos, flores, pólen e brotos.


Hoje, a forma de apresentação mais comum da própolis é o “extrato de própolis”, amplamente conhecido por suas propriedades imunoestimulantes.


Uma revisão (1) relatou as atividades antifúngicas e antibacterianas do própolis, devido aos seus componentes como flavonoides, compostos fenólicos, terpenos e enzimas.


Dos 500 compostos químicos encontrados na própolis, os flavonoides são os principais constituintes, responsáveis ​​por suas atividades farmacológicas (2).


A substância também é uma boa fonte de nutrientes como vitaminas B1, B2, B6, vitamina C e E e minerais como magnésio, cálcio, potássio, sódio, cobre, zinco, manganês e ferro (1).


Conforme relatado em pesquisas (3), os flavonoides da própolis aumentam a função fagocítica dos macrófagos (grandes leucócitos) que engolfam partículas como vírus e bactérias, destruindo-as.


Propriedades antivirais do própolis


Foi descoberto (3) que o extrato de própolis brasileiro exibia atividade antivírus da influenza in vitro e in vivo. Pesquisas em humanos também demonstraram que o uso oral de própolis pode reduzir a duração dos sintomas do resfriado comum (4).


Em relação a sua atividade antiviral, referências indicam que os flavonoides do tipo crisina e canferol diminuíram a taxa de replicação do vírus do herpes, enquanto o ácido cinâmico contido na própolis agiu significativamente sobre o vírus da Gripe A (H1N1).


Outras substâncias do própolis estão sendo estudadas em diferentes linhagens de vírus, inclusive de HIV.


Outras propriedades terapêuticas do própolis


Um estudo verificou que a própolis é um antibiótico natural, com efeito, inibitório sobre bactérias, protozoários e uma vasta quantidade de vírus.

Existem também evidências científicas de que a própolis tem ampla atividade antimicrobiana e pode ter efeitos anti inflamatório que podem torná-lo útil no tratamento de algumas formas de artrite, entre outras doenças.


Como tomar própolis para imunidade?


Por se tratar de um produto natural, a própolis pode ser encontrado facilmente em lojas focadas em saúde e bem-estar.


Ele pode ser utilizado de diferentes formas, como, por exemplo, na água para fazer inalações com o vapor, no gargarejo, puro ou diluído em água e/ou chá. Também pode ser consumido por shots matinais, combinado com substâncias anti-inflamatórias e antioxidantes, como a cúrcuma e o gengibre.


No entanto, a dosagem adequada somente poderá ser recomendada por um médico, conforme a individualidade do paciente e dos seus objetivos.


Atividade pode variar conforme a sua origem


Como vimos até aqui, a própolis é uma substância natural. Consequentemente, a sua composição e os seus benefícios podem variar conforme o país de origem.


Estudos (2) mostram que a atividade da própolis depende de sua composição química, que pode ter interferência conforme o local onde é produzido, portanto, suas propriedades diferem em cada país.


Outras referências (5), por exemplo, indicam que a própolis do Oriente Médio apresenta alta atividade antimicrobiana, enquanto a atividade mais baixa foi demonstrada em amostras de própolis em países como Alemanha, Irlanda e Coreia do Sul.


Essa é mais uma razão pela qual a suplementação sem recomendação médica não deve ser estimulada, visto que os produtos disponibilizados no mercado podem possuir divergências em relação à composição.


O consumo de própolis possui contraindicação?


A própolis é contraindicado para pessoas alérgicas ou hipersensíveis a qualquer um dos seus componentes.


Por isso, mais uma vez, reiteramos a importância de se consultar com um profissional da saúde antes de iniciar a suplementação da substância citada ao longo deste artigo.


Própolis não deve ser utilizado como solução única para o aumento da imunidade


O organismo humano é complexo e, dessa forma, ressaltamos que uma única substância não consegue garantir a saúde integral de um indivíduo.


Apenas introduzir o extrato de própolis no cotidiano não é suficiente. Para que uma pessoa mantenha o sistema imune saudável, é indispensável o controle de estresse, a prática de atividades físicas, a alimentação saudável e a manutenção dos níveis hormonais, por exemplo.


Dessa forma, concluímos que apenas a introdução do extrato de própolis no cotidiano não é uma conduta adequada para aumentar a imunidade.


Sinais de imunidade baixa


Em artigos anteriores, listamos 15 sinais que podem estar atrelados a baixa imunidade. São eles:

  • Psoríase

  • Anemia

  • Diabetes

  • Fraqueza

  • Resfriados

  • Herpes

  • Queda de cabelo excessiva

  • Olhos frequentemente secos

  • Constipação

  • Diarreia

  • Febre

  • Extremidades corporais frias

  • Enxaqueca

  • Problemas com a cicatrização

  • Utilização constante de antibióticos


Ressaltamos que sintomas isolados não geram um diagnóstico concreto e, dessa forma, é importante consultar um profissional da saúde para fins de tratamento. Se você convive com um ou mais sinais que foram listados anteriormente, busque um médico de confiança.


Referências:


(1) Pasupuleti et al (2017)

(2) Huang et al (2014)

(3) Kai et al (2014)

(4) Kuropatnicki et al (2013)

(5) Przybyłek & Karpiński (2019)


Fonte: Longevidade Saudável

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